Missões Urbanas

Conheço alguns jovens com um chamado “transcultural”. Pessoas que sentem que Deus tem um propósito para suas vidas num país estranho. Algumas com uma clara convicção de para onde vão, outras nem tanto.

Eu costumo insistir com eles para que não encarem este chamado como algo restrito ao futuro. Eu entendo que aquele que é chamado a pregar lá, já está pregando aqui. Se a sua vocação não é colocada à prova onde já está “plantado”, este jovem provavelmente está interpretando como um chamado divino algo que na verdade é meramente um espírito aventureiro.

No outro extremo, temos uma grande maioria de jovens, ocupados e preocupados com sua vida imediata. Não pensam em missões, porque esta lhe parece algo sacrificial demais, difícil demais, longe demais e consagrado demais. Missões, na grande maioria das vezes, é sinônimo de “ir além mar”. Ainda não caiu a ficha de que a missão é para todos. Então estes contemplam de relance os doidos indo embora, e rapidamente voltam ao seu principal ofício: estudar, conseguir um bom emprego, constituir família, ajudar um pouco na igreja (se sobrar tempo), e quem sabe evangelizar de vez em quando. “Não tenho chamado para missões”, é a conclusão.

 

A verdade é que muitos dos que vão, estão fazendo também “missões urbanas”, a não ser que estejam indo para a zonal rural daquele país. E o fato é que todos os que ficam, deveriam entender que a cidade (se é onde moram) é o seu campo missionário.

Missão Urbana, é missão na cidade.

Não costuma chamar muito a atenção nem dar status. Afinal, é você sendo você mesmo e missionário ao mesmo tempo. Em geral, é você vivendo sua vida normal, entre seus familiares, na sua cultura, igreja e ambiente onde talvez cresceu.

A missão na cidade é uma resposta natural do crente que pensa nas coisas do alto, e não está interessado em acumular tesouros na terra. É a resposta de quem sabe que a Grande Comissão significa “indo e fazendo”, ou seja, vivendo sua vida e deixando a luz de Cristo brilhar. A missão na cidade é estudante alcançando estudante, dona-de-casa alcançando dona-de-casa, trabalhador alcançando trabalhador, atleta alcançando atleta, e assim a lista continua. A missão na cidade se faz de gente que dá fruto, exatamente conforme Jesus ensina em João 15. Se faz de gente que sabe que é sal e luz, bênção no mundo, conforme Mateus 5:13-16.
Todos são chamados a fazer missão na cidade, onde nascem, crescem, vivem, trabalham, constituem família, e depois morrem.

Alguns, porém, são chamados a fazer desta missão sua atividade principal. Poderão eventualmente precisar desenvolver alguma atividade lucrativa, a fim de prover sustento para suas necessidades materiais. É o chamado “fazedor de tendas”. O apóstolo Paulo tinha uma profissão, ele fazia tendas para sustentar-se (Atos 18:3). Quando ele estava pregando numa cidade onde os crentes não tinham condições de sustentá-lo, ele trabalhava. Mas este não era seu principal ofício. Quando era necessário, ele dedicava-se integralmente à pregação do Evangelho e ao ensino (Atos 18:5). E o mesmo Deus que provia através da venda de tendas, provia através de ofertas e da hospitalidade dos crentes.

Todos os crentes são chamados a frutificar para o Reino de Deus através de uma vida consagrada aos interesses eternos. Alguns o farão através de sua profissão. Outros deixarão a profissão para dedicarem-se mais intensamente ao ministério.

Estas pessoas, que dedicam tempo integral ou parcial, são usadas por Deus, na cidade, para despertar, treinar, mobilizar, encorajar os demais crentes – vivendo suas vidas naturais na dependência sobrenatural de Deus – a cumprirem sua missão na cidade.
As pessoas vocacionadas para fazer da Missão Urbana sua atividade principal, provavelmente se envolverão na Igreja ou em algum ministério especializado.

 

Na cidade evangelizamos estudantes, atletas, médicos, empresários, donas-de-casa, crianças, vendedores, foliões, prostitutas, homossexuais, mendigos, roqueiros, punks, drogados, meninos de rua, gente à toa, policiais, professores, porteiros, e a lista continua.
Nosso campo missionário grita ao nosso redor, diariamente, o dia inteiro.
Missionários dedicados à vida na cidade, tantas vezes sua própria cidade, são capazes de enxergar a “aventura e adrenalina” nas infinitas oportunidades missionárias que poucos notam. Estes são como “atalaias” que atuam simultaneamente com o crente e com o não crente. O primeiro, precisa ser despertado e ocupar seu lugar no projeto de Deus ativamente. O segundo, precisa ser despertado para a realidade espiritual da salvação tornada possível em Jesus.

Talvez você entenda que Deus o chamou de forma específica para dedicar-se ao ministério na cidade como sua atividade principal. Certamente muitos não compreenderão sua decisão de abrir mão de possibilidades materiais mais promissoras, pois pregar o Evangelho é atividade sem fins lucrativos (biblicamente entendida!). Persevere. É possível que às vezes você se veja numa situação na qual terá que trabalhar para prover o seu sustento, pela falta de mantenedores. Fique em paz. Não permita que esta se torne sua principal ocupação, mas apenas uma condição temporária. Tire vantagem desta situação para compreender melhor a vida de quem está na cidade e servir ainda melhor em seu chamado.

 

 

                                                  Autor: Eliane werner ( Nane) 

Deus deu a você uma percepção, uma visão da cidade que precisa ser compartilhada. Isto é com você! 

Faça “missões na cidade” e cumpra o chamado de Deus em sua vida!

Telefone

(61) 3224 - 6821

(61) 98118 - 0836

Endereço:

SDS Conic - Ed. Venâncio II sala 409

Links: