Eu, Você e a Mulher Maravilha

9/11/2017

 

 

            Hoje em dia é muito comum o questionamento sobre como o cristão deve se relacionar com a cultura dita secular. Gosto de pensar que ainda que não seja o objetivo a cultura “do mundo” pode nos ensinar coisas muito valiosas e que se a olharmos com a lente do evangelho poderemos fazer analogias interessantes, mas e então? O que a Mulher-Marvilha tem a ver com você e comigo?

 

PRÓLOGO

 

            O filme abre com um discurso de Diana, a Mulher-Maravilha, falando sobre o poder de transformação do confronto com a verdade. Embora Diana falasse sobre uma verdade bem específica - o ser humano não é bom por natureza - que será comentada mais adiante, só essa frase já vale uma reflexão: fomos confrontados com a verdade (Cristo) que mudanças isso trouxe?

 

TEMISCIRA

 

            A história começa com Diana ainda criança em Temiscira, uma ilha escondida do mundo onde as amazonas (mulheres guerreiras) treinavam sem nunca se envolver com a guerra que ocorria no mundo de fora. Temiscira para Diana podia significar segurança, conforto, proteção. Não chamamos com esse nome, mas muitas vezes também nos isolamos em Temiscira: nossas igrejas, nossas rotinas, nosso conforto. Sabemos que pessoas estão morrendo (espiritualmente) lá fora, mas continuamos a viver isolados, sem influência. Até treinamos: vamos aos cultos, lemos a palavra, mas sem nenhuma intenção de ir para a guerra.

 

O CHAMADO

 

            Diana é pela primeira vez confrontada com a realidade, a guerra chega a Temiscira, não pode mais ser ignorada, a verdade já não pode ser mais escondida, ela tem convicção de seu propósito não estava viva para ser irrelevante. Diana pega sua armadura e suas armas e deixa Temiscira para cumprir o que entendia ser seu propósito. Será que temos no atentado para realidade que nos cerca? Temos visto como o mundo precisa do evangelho? Temos nos preparado para leva-lo? Assim como a Mulher-Maravilha nós também temos uma armadura: o cinturão da verdade, a couraça da justiça, a prontidão do evangelho nos pés, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito (a palavra de Deus). Devemos vestir essa armadura e responder ao chamado.

 

O CONFLITO

 

            O maior confronto que Diana enfrenta no filme é o com a realidade de que os homens são corrompidos, seus esforços para matar ares e libertar os homens do domínio dele eram fúteis, pois na verdade apesar de influenciados os homens eram maus por natureza. O confronto de Diana no filme encontra a resposta na fé no amor (só o amor pode salvar o mundo). Nós sabemos que a fé em Cristo que nos amou quando nós ainda éramos inimigos dEle nos salvou, nós um dia fomos confrontados com a verdade de que em nós mesmo não existe bem algum e que só podemos ser livres disso em Cristo e é esse confronto com a verdade que muda e liberta que devemos anunciar ao mundo!

 

A BATALHA

 

            Esse confronto revela a Diana algo que também nos foi revelado pela bíblia: a batalha não é contra carne ou sangue. A guerra que enfrentamos não é vencida com armas humanas ou derrotando fisicamente um inimigo invisível, mas a verdadeira batalha foi vencida na Cruz e agora nós devemos pela fé participar com Cristo dessa vitória e anuncia-la não com força nem com violência, mas com a consciência que o confronto com a verdade de Cristo tem poder para mudar vidas e como costumamos dizer “tudo muda quando você muda”.

 

IDENTIDADE

 

            Em um ponto da batalha outra verdade é revelada a Diana o poder para matar Ares não estava em sua arma, mas nela pois ela era filha de Zeus. De maneira semelhante o poder que temos para poder viver uma vida plena e cumprir a nossa missão não está em nenhuma ferramenta ou método está no fato de que somos filhos de Deus adotados mediante o sacrifício de Cristo, por isso não importam o que digam ou as circunstâncias em Cristo temos poder para cumprir a missão que Deus nos Deu.

 

O SACRÍFICIO

 

            Steve Trevor o companheiro de missão de Diana no fim mesmo sabendo e vivendo a corrupção da guerra num ato heroico se sacrifica para salvar muitas vidas e acabar com a guerra. Nosso herói, Cristo, sendo puro e perfeito não apenas morreu, mas também venceu a morte para que pela sua morte tenhamos liberdade e pela sua vida tenhamos verdadeira vida. Esse sacrifício deve nos inspirar a fazer mais que Trevor, devemos não apenas estar dispostos a morrer para salvar vidas, mas para viver levar a vida de Cristo aos que estão mortos. A nossa missão é essa: entregar nossa vida para que em tudo possam ver a vida de Cristo e ter a oportunidade de segui-lo.

 

 

 

 

Edrysson Rocha

 

Seguidor de Jesus, formado engenharia mecatrônica, interessado em jogos eletrônicos, ator nas horas vagas e facinado pela graça de Cristo e viver ela com outras pessoas.

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