Um relacionamento capaz de preencher toda a vida

5/25/2018

 

 

 

 

                Eu gosto muito de parar um tempo e observar o que tenho vivido, é interessante como olhar para nossa vida e pro que já passamos pode explicar muito sobre nossas vontades, recentemente eu tenho pensado muito sobre relacionamentos, não apenas relacionamento amorosos, mas de todo tipo, a gente se relaciona o tempo todo, no trabalho em casa, com pais, com amigos e até com coisas. O mais engraçado é que mesmo com tantos relacionamentos eu olho para mim e vejo uma necessidade de me relacionar de forma mais profunda, de me relacionar mais, conhecer gente nova, viver um amor, será que é só eu? Você já sentiu isso? Eu particularmente acho que todos procuramos um relacionamento que possa preencher toda nossa vida e parece que todos esses relacionamentos ainda não são o suficiente, a gente mesmo numa sociedade conectada como a nossa continua sentido que não pode se abrir tanto quanto queria, não tem alguém a quem se possa mostrar todas as suas fraquezas, não se sente realmente conhecido e compreendido por ninguém.

 

                É engraçado que se eu olhar para o passado eu vejo em mim toda essa necessidade relacional desde a minha infância, sabe aquela vontade de jogar vídeo game com o seu pai (o meu nem sabia muito bem kkk)? Contar para ele o que eu fazia, olhar para ele e querer ser igual, mostrar para ele tudo novo que eu aprendi, tudo isso tinha haver com o desejo de me relacionar com alguém que eu confiava muito, nem sempre minha relação com meu pai foi como eu queria e aqui não cabe dizer ou apontar culpados, ainda que eu esteja bem ciente das minhas falhas o ponto é que eu tinha um desejo de um relacionamento que não envolvia só minha área familiar, mas toda a minha vida, por confiar nele, eu contava o que eu queria ser quando crescer, dizia os meus gostos, enfim falava sobre minha vida como um todo. Não sei como é seu relacionamento com o seu pai, mas tenho certeza que você viveu esse tipo de relacionamento com alguém na infância.

 

                Conforme a gente cresce nossos círculos sociais aumentam: outros parentes, escola, vizinhança e demais atividades que nos envolvemos, com o tempo surge aqueles que vamos chamar de amigos, você já teve aquele amigo que você sempre queria estar junto, as vezes até brigavam, mas logo faziam as pazes? Pois é, parte da minha vida esses amigos foram uns primos a gente fazia muita coisa junto, é engraçado lembrar das histórias, fizemos muita besteira, a ponto de um dos meus primos ser proibido de ir lá em casa, mas uma coisa é certa quando a gente tava junto nos sentíamos mais seguros, mais corajosos (até pra fazer coisa errada kkk) e mais felizes.

 

                Crescemos mais um pouco e se começa a sentir a necessidade de se relacionar mais intimamente, se descobre o mundo dos relacionamentos amorosos, eu particularmente não sou muito experiente nessa área, a exceção de alguns namoricos quando criança (que hoje vejo mais como brincadeiras) nunca vivi nada do tipo, mas é impossível não notar que é isso que move nossa cultura. Filmes, jogos, livros, redes sociais, conversas ainda que não como tema central este é um tema que sempre ta lá, como que para dizer que sem um bom romance não existe uma boa história. Nisso tudo eu vejo cada vez mais que a gente ta procurando algo que nos preencha por inteiro, todo mundo quer viver o seu “feliz para sempre”.

 

                É engraçado ver que uma sociedade onde isso é tão valorizado e existe verdadeiras industrias de relacionamento, se vê tantas famílias desestruturadas, relacionamentos abusivos, amizades nas quais não se tem confiança, parece que aquilo que tanto se busca é justamente aquilo que não se pode viver. Mas é ai que eu me pergunto “Será que é impossível encontrar esse relacionamento? Será que essa é uma busca sem futuro? Onde está o erro?”, eu sou cristão então naturalmente busco dentro da minha visão de mundo as respostas para essa pergunta e esse texto tem muito haver com a resposta que eu tenho encontrado ao olhar para Cristo e me relacionar com Ele.

 

                Eu acredito que a nossa necessidade relacional é totalmente normal, não fomos criados para viver sozinhos, fomos criados para viver um relacionamento perfeito! Deus é perfeito e em sua essência Ele experiencia o relacionamento de três pessoas (Pai, Filho e Espirito Santo) que se amam tão perfeitamente ao ponto de serem um, nós fomos criados para participar desse relacionamento, isto é muito animador, mas o resto da história você provavelmente já escutou, né? Eu e você, cada um de nós escolhemos viver e nos relacionar não nos parâmetros desse relacionamento perfeito, mas sim dentro de uma suposta liberdade, onde nós mesmo saberíamos o que é o bem e o que é o mal, nós saberíamos em nós mesmo como deveríamos nos relacionar com tudo e com todos.

 

                É claro que isso não deu certo, esse nosso grito de independência afetou todas as nossas relações, na verdade afetou a nossa maneira de perceber o outro e o mundo, nos tornamos consumistas de relacionamentos, nos relacionando não por amor, mas pelo que os relacionamentos podem nos dar, para tentar preencher com eles uma vida que ficou vazia pela falta dEle. O pior é que depois dessa bagunça toda, a gente não podia fazer nada para consertar isso, perdidos em nós mesmo, nos nosso desejos e vontades, não tínhamos como perceber o que nos faltava, muito menos como fazer algo para retomar o relacionamento que foi perdido. Nesse contexto desesperador, onde estávamos certamente perdidos, Jesus, o Deus filho, se encarna, não vêm aqui como Deus apenas, mas toma sobre si a nossa humanidade e vive uma vida perfeita, mostrando que mesmo se relacionando com pessoas imperfeitas, Ele por meio do seu relacionamento com o Pai, relacionamento esse ligado pelo Espirito, poderia viver um relacionamento capaz de preencher toda uma vida, o ápice desse relacionamento foi entregar sua vida por aqueles que o rejeitaram e nada poderiam fazer por Ele e, então, pelo poder do Pai ressuscitar e vencer o pecado e a morte e se tornando o caminho que leva, pela graça, todo aquele que nEle crê ao Pai.

 

                Tá, mas o que eu quero dizer com isso? Cara! Existe um relacionamento que a gente pode viver e vai nos satisfazer por completo, você deve ta pensando “Mano! Ler a bíblia, orar e ir à igreja não vai mudar muito os meus relacionamentos não”, mas vey! Não é isso que eu to dizendo, isso tudo é muito importante, é fundamental se relacionar com Deus dessa forma, mas isso não é deixar esse relacionamento preencher toda a sua vida. Sabe aquela imagem clichê do filho aprendendo andar de bicicleta olhando para o Pai para ter segurança? É disso que eu to falando cara, um relacionamento que vai te ensinar a conduzir sua própria vida mediante a confiança que você tem em Deus. Deve ser por isso que Jesus usava tantas parábolas, aqueles que se relacionam com Deus são capazes de ver Ele no cotidiano, não é necessário um evento extraordinário para experienciar esse relacionamento.

 

                Na minha vida eu vejo isso mais ou menos assim, sou formado em engenharia mecatrônica, depois de um tempo mergulhado nas exatas a forma como eu vejo mundo é muito relacionada com isso, eu vejo que ele é perfeitamente ordenado, mas também regido por diversas coisas complexas (que expressamos em fórmulas) e dentro disso tudo eu vejo Deus de uma forma ainda mais grandiosa, tenho certeza que outros cursos revelarão outros incríveis aspectos de Deus (A justiça no direito, a beleza nas artes e etc.), em outro sentido meu relacionamento com Deus mudou a forma como eu vi minha formação antes era uma busca por ser reconhecido como inteligente, sendo bem sucedido em um curso difícil como engenharia eu seria alguém superior, hoje em dia isso para mim não significa muita coisa, ainda amo muito a engenharia, mas nem atuo na área, pelo menos por agora abri mão de viver isso para entregar meu tempo servindo aqui na MPC e não me arrependo nem de ter cursado engenharia, nem de estar na MPC porque tudo isso ta relacionado com a maneira que eu tenho conhecido Deus.

                Outra, provavelmente um dia eu vou casar, não vejo o casamento romantizado e hollywoodiano, sei que vai ter crises e problemas, mas se relacionar com Deus ao se relacionar com sua esposa deve ser algo sensacional, entender a profundidade de relacionamento que pode haver entre duas pessoas que decidiram viver juntas com certeza vai refletir no meu relacionamento com Deus e o meu relacionamento com Ele com certeza vai me ensinar a amar e cuidar da minha mulher da maneira correta me entregando por ele como Cristo se entregou pela Igreja.

 

                Hoje olho para cada área da minha vida e vejo como ela se relaciona com Deus e como Deus se relaciona com Ela, posso dizer que claramente eu tenho vivido um relacionamento que tem preenchido toda minha vida, é claro que ainda não é perfeito, é claro que é um processo, é claro que quanto mais eu me relaciono mais eu vejo o efeito na minha vida e mais vejo que ainda há muito mais a conhecer, mas existe um esperança na qual me agarro e queria que você também se agarrasse, o mesmo que morreu e ressuscitou por nós é Aquele que vai completar a obra naqueles que nEle confiam, um dia Ele vai voltar e eu o conhecerei plenamente assim como plenamente sou conhecido, eu caminho nessa certeza de que quanto Ele voltar eu viverei a plenitude desse relacionamento em minha vida e então não haverá nem mais morte, nem choro, nem tristeza, nem dor e você?! Se você ainda não vive essa certeza, lembre-se não é por nada que você fez, é pela graça, por meio da fé, se você crer que Jesus morreu e ressuscitou por você para que você vivesse esse relacionamento com Ele e confiar que isso é suficiente com certeza você também irá desfrutar dessa experiencia de esperança que eu to te falando!

 

 

 

 

 

Edrysson Rocha

Seguidor de Jesus, formado engenharia mecatrônica, interessado em jogos eletrônicos, ator nas horas vagas e facinado pela graça de Cristo e viver ela com outras pessoas.

 

 

 

 

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